A forma de investigar o câncer de próstata passou por uma grande mudança nos últimos anos com a incorporação da ressonância magnética multiparamétrica (RMmp). Até então, pacientes com elevação na dosagem sérica do PSA ou alteração no toque retal eram encaminhados diretamente para biópsia. Hoje, antes desse procedimento, entra em cena a RMmp, que passou a desempenhar um papel importante na detecção precoce.
“Quando o exame indica baixa probabilidade de tumor, o médico geralmente não encaminha seu paciente para biópsia, que fica reservada para os casos em que o resultado da ressonância aponta suspeita para tumor clinicamente significante”, afirma o Dr. Ronaldo Hueb Baroni, coordenador médico do Grupo de Imagem Abdominal e coordenador de ensino do Departamento de Imagem do Einstein. “Além disso, a biópsia, que antes era realizada de forma sistemática ou randômica, ganha precisão com a técnica de fusão de imagens em tempo real, em que imagens da RMmp são utilizadas para dirigir o procedimento para as áreas sugestivas de tumor”, acrescenta ele.
Os modernos equipamentos de 3 Tesla oferecem acurácia elevada na detecção de regiões com alterações suspeitas. Vários estudos mostram um aumento significativo na detecção de tumores considerados clinicamente significantes quando a ressonância magnética é realizada antes da biópsia. Além disso, as novas tecnologias tornaram o exame minimamente invasivo, pois dispensam a bobina endorretal.
Outro ponto importante foi a mudança na forma de interpretar os dados, que passou a ser feita com base em uma classificação adotada internacionalmente: o PI-RADS, com cinco níveis de suspeição, indo de probabilidade muito baixa (PI-RADS 1) até muito alta (PI-RADS 5) para tumor clinicamente significante.
Essas vantagens explicam o aumento do número desses exames. "No Einstein, só em 2019, realizamos quase 2.000 ressonâncias de próstata", informa o Dr. Ronaldo.
PET-CT PSMA e PET-RM PSMA
As novas fronteiras na abordagem do câncer de próstata se estendem a outras tecnologias disruptivas, estas voltadas ao planejamento e acompanhamento do tratamento e também disponíveis no Einstein: o PET-CT PSMA e o PET-RM PSMA. Em ambas, é utilizado o marcador 68Ga-PSMA (Prostate Specific Membrane Antigen). “Esses exames permitem avaliar eventual comprometimento tanto do leito da próstata como de linfonodos, esqueleto ósseo e outras partes do organismo”, explica o Dr. Jairo Wagner, coordenador médico do setor de Medicina Nuclear do Einstein.
Indicado com mais frequência para pacientes que apresentam elevação do PSA após o tratamento, o PET-PSMA tem sido cada vez mais adotado também no estadiamento primário de indivíduos com tumor confirmado, a fim de verificar o eventual comprometimento de linfonodos ou metástases à distância.
Diferenciais do Einstein
Em todas essas novas fronteiras, o Einstein reúne diferenciais relevantes. Confira:
- 4 equipamentos de Ressonância Magnética de 3 Tesla.
- 3 PET-CT.
- 1 PET-RM (único no Brasil para uso clínico).
- Radiofarmácia própria.
- Um dos pioneiros na produção do radiofármaco 68Ga-PSMA.
- Um dos pioneiros na utilização do 177Lu-PSMA (Lutécio-PSMA) no tratamento de tumores prostáticos metastáticos, com resultados promissores.
- Pioneiro na realização de biópsias prostáticas com fusão de imagens de ultrassonografia e ressonância magnética em tempo real. Atualmente também pode realizar biópsias com fusão de imagens de ultrassonografia e PET-CT ou PET-RM em tempo real.
- Equipe médica experiente, com pós-graduação e especialização em serviços de referência no exterior.
- Geração e difusão do conhecimento por meio da administração de cursos e grande número de publicações em revistas científicas nacionais e internacionais. Só neste último ano foram publicados dez trabalhos relacionados ao uso de exames de imagem no câncer de próstata.
Para mais informações, entre em contato com o
Grupo de Imagem Abdominal do Einstein pelo telefone (11) 2151-2487.