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Protocolo de vitalidade fetal unificado
Criado pela Maternidade do Einstein em conjunto com os hospitais municipais sob gestão da Instituição, o novo protocolo estabelece maior vigilância das pacientes em indução de trabalho de parto, visando identificar precocemente riscos potenciais e aumentar a segurança da assistência.
Vitalidade fetal unificadoA Maternidade do Hospital Israelita Albert Einstein, em conjunto com os Hospitais Municipais Vila Santa Catarina e Dr. Moysés Deutsch – M’Boi Mirim, criou um protocolo unificado de vitalidade fetal. A iniciativa tem como objetivos aumentar a vigilância das pacientes em indução de trabalho de parto e diminuir desfechos desfavoráveis durante a fase ativa do parto.
O protocolo estabelece as diretrizes relacionadas à admissão das pacientes para indução no centro de parto, onde serão avaliadas e classificadas quanto ao risco gestacional. Todas serão submetidas a uma cardiotocografia inicial e, se esta apresentar feto ativo (categoria I), segue-se com o processo de indução, de acordo com o índice de Bishop e presença ou não de cesariana anterior. Essas pacientes deverão permanecer no centro de parto por duas horas após a primeira medicação. Depois desse período, serão alocadas em enfermaria de indução, onde os batimentos cardíacos fetais (BCF) e contrações serão monitorizados a cada hora.
As cardiotocografias serão repetidas a cada três horas para pacientes de alto risco e pelo menos a cada seis horas nas de risco habitual. Ao entrar em trabalho de parto, todas as pacientes realizarão cardiotocografia a cada três horas, ausculta de BCF a cada 30 minutos e, no período expulsivo, a cada cinco minutos. Ao identificar qualquer alteração da vitalidade fetal (cardiotocografia categoria II ou III), a enfermeira deverá acionar o Código Amarelo Obstétrico e iniciar imediatamente as manobras intrauterinas de ressuscitação. O médico plantonista avaliará o caso para definir a conduta conforme o protocolo de vitalidade fetal.
Com essas medidas, aumentamos a segurança e a tranquilidade na condução do parto normal, garantindo a identificação precoce de potenciais riscos, o que permite a adoção de ações efetivas capazes de preservar a boa vitalidade fetal até o momento do nascimento.