

Mulheres saudáveis, durante a gestação cursam com um estado de hipercoagulabilidade, que persiste nas primeiras 24 horas de pós-parto. Isto se reflete na tromboelastografia/tromboelastometria através da redução dos tempos "r"e "k", além de além de aumento do ângulo alfa e da amplitude máxima. Dessa maneira, é possível o uso da tromboelastografia/tromboelastometria na abordagem da coagulopatia do período gestacional / puerperal. São descritas alterações do tempo "k" e da amplitude máxima em pacientes com pré-eclâmpsia, proporcionais à plaquetopenia que se estabelece nessa situação.
Há relato do emprego da tromboelastografia/tromboelastometria na identificação de mulheres com perdas gestacionais de repetição, que apresentam um estado protrombótico fora da gravidez.
Em recém-nascidos, onde a avaliação da coagulação é difícil de ser realizada devido ao prolongamento dos testes convencionais de coagulação, tem sido relatado que a tromboelastografia/tromboelastometria reflete melhor a situação clínica do paciente. Além disso, ao necessitar de menor volume de sangue para sua realização, a tromboelastografia/tromboelastometria mostra-se mais adequada para essa faixa etária.
Kettner SC, Pollak A, Zimpfer M, Seybold T, Prusa AR, Herkner K, Kuhle S. Heparinase-modified thromboelastography in term and preterm neonates. Anesthesia and Analgesia, 98: 1650-1652; 2004. Rai R, Tuddenham E, Backos M, Jivra S, El' Gaddal, Choy S, Cork B, Regan L. Thromboelastography, whole-blood hemostasis and recurrent miscarriage. Human Reproduction, 18: 2540-2543; 2003. Sharma S, Philip J, Wiley J. Thromboelastographic changes in healthy parturients and postpartum women. Anesthesia and Analgesia, 85: 94-98; 1997. Sharma S, Vera R, Stegall W, Whitten C. Management of a postpartum coagulopathy using thromboelastography. Journal of Clinical Anesthesia, 9: 243-247; 1997.

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