

A tromboelastometria/tromboelastografia tem sido estudada por vários grupos para avaliar o efeito de agentes antiplaquetários. Os trabalhos iniciais, empregando a tromboelastografia clássica não mostraram alterações nos parâmetros tromboelastográficos após a ingestão de baixas doses de aspirina. Porém, recentemente, com a implementação de modificações na tromboelastometria, como a associação de ADP e ácido araquidônico ou agente ativador da coagulação in vitro, esta metodologia laboratorial tem se mostrado como um método rápido e confiável para a avaliação da terapia antiplaquetária. Assim sendo, observa-se que há necessidade de trabalhos adicionais visando comprovar a eficácia dessas modificações tromboelastográficas para o controle das drogas com efeito antiplaquetário.
Como a fibrinólise é facilmente demonstrada na tromboelastometria/tromboelastografia através do prolongamento do tempo r, redução da amplitude máxima e diminuição do índice da lise do coágulo, a ação de drogas antifibrinolíticas pode ser avaliada in vitro e in vivo, e isto tem sido realizado no contexto das cirurgias cardíacas. A monitorização de agentes trombolíticos, como rt-PA, também pode ser realizada através da tromboelastometria/tromboelastografia, sendo que alguns autores a empregaram para quantificar e comparar os efeitos fibrinolíticos de diferentes ativadores do fibrinogênio in vitro. Existem trabalhos demonstrando que a tromboelastometria/tromboelastografia pode ser empregada no controle da anticoagulação com heparina de baixo peso molecular, havendo correlação entre o tempo r e a atividade anti-fator Xa.
Salooja N, Perry DJ. Thromboelastography. Blood Coagul Fibrinol 2001; 12: 327-337. Swallow RA, Agarwala RA, Dawkins KD, Curzen NP. Thromboelastography: potential bedside tool to assess the effects of antiplatelet therapy? Platelets 2006; 17: 385-392.

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