

Durante o transplante hepático ocorrem importantes alterações da hemostasia durante a fase anepática e imediatamente após a reperfusão do órgão transplantado. A tromboelastografia/tromboelastometria permite monitorizar a hiperfibrinólise que ocorre nessas fases e também o seu controle com o emprego de drogas antifibrinolíticas.
A transfusão de hemoderivados durante o transplante hepático é inevitável e tromboelastografia/tromboelastometria permite racionalizar este procedimento. Já foi demonstrado que o prolongamento do tempo "r" indica a transfusão de plasma fresco congelado, a redução da amplitude máxima avalia a necessidade de transfusão plaquetária e a redução da ângulo alfa reflete a necessidade do uso de crioprecipitado. O uso desses parâmetros resulta em redução significante do uso de hemoderivados.
Trabalhos mais recentes mostram estado de hipercoagulabilidade através da tromboelastografia/tromboelastometria em adultos doadores vivos de fígado, sugerindo risco trombótico.
Kang Y, Marquez D, Lewis J, Bontempo F, Shaw B, Starzl T, Winter P. Intraoperative changes in blood coagulation and thromboelastographic monitoring in liver transplantation. Anesthesia and Analgesia, 64: 888-896; 1985.Kang Y. Thromboelastography in liver transplantation. Seminars in Thrombosis and Hemostasis, 21 (suppl4), 34-44; 1995. Cerrutti E, Stratta C, Romagnoli R, Schellino M, Skurzak S, Rizzetto M, Tamponi G, Salizzoni M. Thromboelastogram monitoring in the perioperative period of hepatectomy for adult living liver donation. Liver Transplantation, 10: 289-294; 2004

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